domingo, 13 de maio de 2007

O Sonho

Já era tarde no Univ.6 do Ogame Português e, fui até a janela do meu quarto.
Nada se ouvia, apenas uma coruja palrar, a maioria das pessoas já dormia e eu estava ali sozinho, observando milhares de estrelas (ou Sois) que brilhavam lá no alto. Na verdade eu sentia uma espécie de ‘nostalgia’ imaginando aquelas regiões do Universo.
Nestas minhas viagens não dei pelo tempo passar e, baixando os olhos à terra, fechei a janela e fui-me deitar. Adormeci facilmente e daí a pouco estava a sonhar, um sonho que parecia tão irreal, já que, tudo o que me rodeava vivia em perfeita harmonia e equilíbrio.
Eis que do meu lado esquerdo surge uma luz muito intensa, tão intensa que eu tive de desviar o olhar, quando desloco novamente os olhos para o mesmo local apenas restava uma luz muito tremule a pairar no Céu.
No dia seguinte ao vaguear pela imensidão do Univ.6 encontrei Prophet, que me convidou a ir tomar um café.
Durante esse tempo falamos de tudo, mas pelo fim, um silêncio arrebatador se apoderou da nossa conversa. Um café é-nos servido e, o silêncio e quebrado com o simples bater de uma chávena na mesa. Olhei para Prophet e ele respirou fundo e susteve a respiração por alguns segundos, segundos esses preciosos para que eu controlasse o meu pensamento.
Coincidência, começamos ambos a falar no sonho e, com o desenrolar da conversa, tudo bate certo.
Saímos então do café e vagueamos então pelo Universo todo, até que os caminhos sem rumos, começaram a desaparecer e, apenas um se evidenciava, seguimos esse por mero instinto.
Ao percorrer alguns Anos Luz no Universo, chegamos a um Planeta muito mórbido em que, tudo era o oposto do nosso sonho, tudo escondido na penumbra, tudo muito carregado de uma morte espiritual. Um vento frio e húmido, vindo do interior da penumbra, chocava com as nossas costas. O vento que, mais parecia alguém a nos empurrar levou-nos até a um local em que, alguém ou algo se movia. Aproximamo-nos, era um grupo de pessoas, não nos era possível distinguir a sua forma facial, pois a penumbra era imensa, mas uma coisa era perceptível, eles demonstravam uma enorme e mórbida inquietação. Entretanto, a noite aproximava-se cada vez mais e, o vento tornava-se cada vez mais forte e mais frio, uns trovões deram um pouco de luz ao local e, Prophet e eu vimos os olhos daqueles seres uma grande raiva dentro deles. Um deles tomou um discurso muito filósofo:
“Verdes ali ao fundo? A tempestade se aproxima de todos Vós e, ficardes ai parados a esperar a Morte? Está tudo desmoronando, caindo, morrendo... e Vós ficardes ai indiferente?
E Vós que sois o ser mais importante neste Universo que irdes fazer?”
Quando todo este discurso acabou olhei para o Céu como que um acto de superstição se tratasse e Prophet e eu decidimos então partir, tomamos então um novo rumo, um rumo ao encontro da possível Morte ou possível Salvação. Éramos guiados pela Lua que, com um ar muito avermelhado, se apoderava de toda a penumbra.
Caminhamos durante longos tempos e, quando tudo já parecia perto, eis que surge um vulto no meio da luz avermelhada. Eu pensei apenas em continuar, mas Prophet não se conformou e, tivemos de voltar atrás. Deparamo-nos com um “moribundo”, a sua alma transbordava raiva e vingança, quando olho fixamente para ele, reconheci-o, era Anfíbio! Ele profetizou algumas palavras, das quais apenas percebi que queria um pouco de deuterio. Prophet decidiu então continuar a caminhar e, eu apenas me limitei a segui-lo, caminhamos então em direcção da Tempestade e, foi ai que me apercebi de que íamos entrar na mais antiga Batalha de todos os Mundos, o Bem de um lado contra o Mal. O Mal fazia-se representar por Zionius, que se tinha esquivado deste combate durante longos tempos, mas nesse dia, era a hora certa, o momento exacto para que, desta vez a Batalha fosse travada sem receio algum. A maior Batalha do Universo começou então a tomar certos contornos. Comecei a pensar no que iria ser de Nós se a Batalha fosse perdida pela nossa parte e então, saíra-me umas palavras da boca:
“Estamos em guerra! É a guerra de todas as guerras... a grande batalha espiritual entre o Bem e o Mal, no campo de batalha apenas quero ver o adversário curvar-se perante Nós!”
Prophet retirou algo do seu casaco tão rápido que, n reparei bem o que era e, segundos depois, Zionius estava deitado no chão! O seu corpo ficou imóvel, aproximei-me dele e verifiquei que estava morto. Já pensando na vitoria Prophet encaminha-se para casa mas, disse-lhe gritando: “Não Prophet, ainda não está gaha a Batalha!”
No momento da morte física vimos o seu Espírito entrar numa perturbação e a perder a consciência de si próprio, foi então que numa rápida fracção de segundos algo saiu do corpo de Zionius, subitamente uma rajada de vento muito forte soprou e ao mesmo tempo uma Luz, muito parecida com a do sonho, se apoderou de toda a penumbra existente e, tal como no sonho, quando voltamos a olhar, apenas uma Luz muito tremule se avistava. Segundos depois volto os olhos para o local onde tinha estado o corpo de Zionius e, nada, como que nunca estivesse lá estado algo.
Prophet e eu sentamo-nos numa pedra que estava no chão e, ao olharmos um para o outro percebemos que a vitória tinha sido nossa e, poderíamos então voltar para nossas casas sem que nada mais nos atormentasse o caminho, a não ser que desta vez aquele “moribumdo” nos pedisse mais um pouco de Deutério!
Neste dia o Bem triunfou mas, outras Batalhas semelhantes se irão travar, pelo menos Zionius não virá mais importunar as nossas vidas e, como alguém disse um dia: “O resto é silêncio” (William Shakespeare).


Ass: Deumecri

4 comentários:

Anónimo disse...

já tinha lido o texto e axei muito bom, mas as imagens tb estão muito bem escolhidas e com muito gosto. parabens amigo. continua

Artur

Prophet disse...

Grande companheiro de batalhas espirituais e não só.
Mais batalhas virão até todos os representantes do mal terem sido eliminados.
Tenham medo...tenham mt medo...
Parabens, a história está excelente...como sempre.
Abraço...

Anónimo disse...

Susy disse...

Bem...temos escritor Deumecri, não sei o que fazes da vida mas devias aproveitar a veia artistica que tens.

Adorei :)

Fico feliz de ver o companheirismo que existe entre vós...espero que consigamos fazer parte e corresponder :)

Beijo e ...continua !

Rumigo disse...

Deumecri li e gostei do que acabei de ler....excelente escolha de imagens optimas para acompanharem um excelente relato....continua...